Embalar, empacotar e embrulhar são metáforas utilizadas para propor ao corpo movimentos relativos à adaptação. A nova montagem do Grupo His Contemporâneo de Dança leva o corpo ao ponto de sufocamento para criar novas configurações, a corporalidade dos dançarinos é construída no espaço-tempo real, implicada às sensações experimentadas pelo corpo que dança, constituindo-se num formato estético de improviso.

Na pesquisa artística para compor o trabalho De carne, água e osso, Iara Cerqueira, Sandra Corradin e Douglas Gibran utilizaram o suporte teórico de Giorgio Agambem e Zygmunt Bauman que discute o corpo e a vida nua associada à fragilidade dos vínculos afetivos que permeiam as relações interpessoais contemporâneas. O espetáculo é definido pelo grupo como uma obra em contínuo processo investigativo, sendo que a cada apresentação ela se reconfigura.